quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cunha - Viagem & Turismo




Hoje posto uma cópia da matéria que fiz para a edição de julho/2011 da revista Viagem & Turismo, que chegou esta semana às bancas. É uma reportagem sobre Cunha com textos bem curto - ao contrário do que o blog costuma apresentar – para caber nas páginas. A parte se serviços, que teve que ser cortada na edição, está concluída aqui. Segue a matéria:


PRESSA ALGUMA
Rústica e serrana, Cunha tem natureza de sobra, gostinho de comida caseira e ritmo de Fusca na subida
Por Pedro Schiavon

A 241 quilômetros da capital paulista, entre as serras do Mar e da Bocaina e nos limites de São Paulo e Rio, a pequenina Cunha é lugar para apreciar lindas paisagens e rodar sem pressa, tanto pelo cenário aprazível quanto pela precariedade das estradas de terra. Não por acaso, o Fusca é o carro predileto de seus 23 mil habitantes, donos de uma frota de 1.300 unidades do veículo.
A cidade que convida à prosa nos faz lembrar do tempo em que tínhamos exatamente isso: tempo. Sem perder a rusticidade, Cunha virou uma alternativa aos destinos de inverno mais concorridos. Não que não exista nenhuma pousada confortável, vide a Barra do Bié e suas camas king-size, mas são os fogões a lenha e o calor humano que melhor resumem a hospitalidade local.
Nas panelas, ingredientes regionais dividem espaço com calóricas receitas mineiras, como pedem os termômetros abaixo dos 5 graus. Se a fórmula soa familiar, é preciso dizer que só Cunha tem tanta tradição na cerâmica noborigama, uma técnica sino-japonesa que deu fama a seu artesanato.

A jornada habitual do visitante começa com um café reforçado de delícias na pousada. A seguir, rume para a Pedra da Macela, onde uma dura caminhada em aclive é recompensada com uma vista absurda de Parati e das baías de Angra e Ilha Grande. Na volta, é praxe a parada na Wollkenburg, cervejaria do alemão Thomas Rau que promove degustações.
Por falar em gelada, Cunha é pródiga em cachoeiras. A Estrada do Monjolo dá acesso às duas mais conhecidas, a do Desterro, com duas quedas e poço para banhos, e a do Pimenta, uma sucessão de cascatas com quase 90 metros de extensão.
Os trekkings merecem um capítulo à parte, tantos são os roteiros. A trilha mais curta, de 50 minutos, passa por três cachoeiras, não requer guia e fica no Parque Estadual da Serra do Mar. A mais longa, chamada de Trilha do Ouro, dura até quatro dias e tem infra de expedição, com pernoites em barracas. Já no percurso batizado de Calçada do Outro, os visitantes caminham por cinco horas em um calçamento de pedras do século 18, então utilizado no transporte do ouro de Minas Gerais a Parati, e retornam no mesmo dia, de jipe.

Mas se há algo que notabiliza Cunha é a cerâmica. Tudo começou em 1975, ano em que o imigrante português Alberto Cidraes convidou a japonesa Mieko Konishi para ensinar a técnica noborigama, na qual o forno atinge 1400ºC. Na cidade, eles obtiveram apoio para montar seus ateliers e atraíram gerações de ceramistas.
Hoje, em datas predefinidas, os artesãos mostram a abertura da fornada ao público, cerimônia que encerra três meses de trabalho. Na técnica do raku, que utiliza um forno menos aquecido, os visitantes observam a peça ainda incandescente ser resfriada com água.
Hora de se recolher a seu chalé? Não antes de comer pipoca na praça. Pode parecer muita coisa para pouco tempo, mas em Cunha o relógio anda bem devagarzinho.



CUNHA (12)
FICAR
Pousada Barra do Bié - chalés aconchegantes com cama king-size, colcha de patchwork, lareira, TV de LCD e DVD. Tem piscina aquecida e massagem. Café da manhã é servido até as 14h. Diárias desde R$ 396. Tel: 3111 1477 http://www.pousadabarradobie.com.br/
Estalagem Shambala - 4 chalés e 7 aptos voltados para um cenário de montanhas e sem TV. Perfeita para quem procura paz e tranqüilidade. Tem sala de meditação, sauna e massagem shiatsu. . Diárias desde R$ 210. Tel:3111-1500 http://www.estalagemshambala.com.br/
Fazenda São Francisco - hotel-fazenda afastado da cidade. Tem lago para pesca, piscina, pedalinho, passeios a cavalo e ordenha de gado. Diárias desde R$ 226. Tel: 3119 6135 http://www.hfsaofrancisco.com.br/
Pousada Dona Felicidade - 5 chalés diferentes, 3 suítes e 1 casa, todos com lareira e uma bela vista para a própria pousada. Tem um campinho de futebol, lago para pesca e um dos melhores restaurantes da cidade. Diárias desde R$ 110. Tel: 3111-1878 http://www.pousadadonafelicidade.com.br/
Pousada Quinta da Serra - todos os chalés exibem varanda voltada para as montanhas. O serviço personalizado e exclusivo inclui quitutes frescos e quentinhos no café-da-manhã. Diárias desde R$ 230. Tel: 9707-7714 http://www.pousadaquintadaserra.com.br/ 



COMER

Quebra-Cangalha - valoriza ingredientes regionais, como truta, shitake e cordeiro, mas o carro-chefe é o leitão pururuca - em porção para duas pessoas. Truta com purê de abóbora e vinho do porto (R$ 30)  Tel:3111-2391 http://www.quebracangalha.com.br/
Villa Favorita - especializado em massas, surpreende até os paladares mais exigentes. Ravióli de cordeiro na manteiga de ervas (R$ 34,00). Tel: 9773-8688.
Dona Felicidade - dentro da pousada, o restaurante serve uma deliciosa e farta comida mineira, além de pratos especiais. Leitoa à pururuca com arroz, feijão, farofa especial e couve (R$ 60 para duas pessoas). Tel: 3111-1878 http://www.pousadadonafelicidade.com.br/
Antigo Caminho do Ouro - Instalado em um antigo posto alfandegário no caminho para Parati, serve massas e frutos do mar criativos e saborosos. Tagliarini ao pesto com nozes (R$ 22). Tel: 9702-4280.
Celeiro Pouso & Rango - uma linda casa entre as montanhas, é mais bar e pousada do que restaurante. Sua caipirinha de limão cravo é imperdível. Arroz de comitiva (R$ 35). Tel: 3111-1481 http://www.celeirodogutto.com.br/
Taberna Coração da Terra - no caminho da Pedra da Macela, substitui carnes e peixes pelo shiitake de cultivo próprio. Tel: 9763-8554
Café e Arte - é o único lugar da cidade que tem chope Wolkenburg. De frente para a igreja, vende doces, salgados e bons caldos. Spacatto – molho de tomate com mussarela de búfala, manjericão e pão italiano (R$ 22 para duas pessoas). Tel: 3111-2521.



CERÂMICA

Atelier do Antigo Matadouro – Tel: 3111-1628
Atelier Mieko e Mario Konishi – Tel: 3111-1468
Atelier Suenaga e Jardineiro – Tel: 3111-1530
Atelier Gallery Tokai – Tel: 3111-1831
Atelier Carvalho Cerâmica – Tel: 3111-2483
Gaia Arte Cerâmica – Tel: 3111-1716.
Grouze Arte Cerâmica – Tel: 3111-2672
Atelier Flávia Santoro – Tel: 3111-8051
Atelier Leí Galvão e Augusto Campos – Tel: 3111-1937
Casa do Oleiro – Tel: 3111-2723

COMPRAR

Fazenda Aracatu - Queijos, coalhadas e sorvetes fabricados com leite de gado Jersey. Geléias da fazenda e produtos de pinhão. Tel: 9604-4796.
Café Capril - Iogurtes, sorvetes, queijos e doces de leite de cabra. Tel: 3111-1679 http://www.cafecapril.com.br/ 
Cervejaria Wolkenburg - Cervejas weiss, fit, dunkel e landbier fabricadas artesanalmente. Tel:9773-4019
Alambique Empório Renzi - Cachaças envelhecidas em tonéis de araucária, bálsamo e amburana,além de algumas frutadas e doces. Tel: 3111-1371

SERVIÇOS
Parque Estadual da Serra do Mar – Tel: 3111-1818
Arthur Roteiros Ecológicos (Trilhas) – Tel: 3111-2224
Cunhatur – Tel: 3111-2634 http://www.cunhatur.com.br/ 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pé na Roça (Piranguçú / MG)



De vez em quando não dá vontade de pegar uma estrada qualquer, sem conhecer direito o caminho ou onde ele vai parar? Não precisa ter um motivo específico. É uma coisa meio “easy rider”, com a idéia única de seguir em frente, o mais longe possível. Às vezes é para esquecer da vida, em outras é para curti-la. E quase sempre você acaba em um lugar estranho, diferente, novo.

Foi numa dessas que fui parar em Piranguçu, no sul de Minas. O motivo era visitar a Gabriela e sua troupe – João Pedro, Antonia, Dora e Miguel – que, por alguma razão, tinham ido passar uma temporada por aquelas bandas.
Piranguçu é uma minúscula cidade com pouco mais de 5 mil habitantes, colada em Itajubá e a pouco mais de 20 quilômetros de Campos do Jordão, só que por uma estrada com tanta lama que faz com que seu carro ou moto – e você, se for o caso – fiquem inidentificáveis ao final do percurso.
Nota: a estrada é linda e vale o passeio. Há décadas atrás fui com o Marcos de Itajubá para Campos por este caminho, em um ônibus do tipo urbano e que parava em quase todos os sítios para pegar passageiros, produtos agrícolas, galinhas, porcos e tudo o mais que se possa imaginar. Mas essa já é uma outra história...

Contrariando a primeira impressão – de que em Piranguçu não há nada para se fazer – a cidadezinha se mostra um passeio e tanto, principalmente para os que gostam de aventura (e barro) com uma grande comilança no final. É a cidade da grande pedra vermelha, de cavalgadas, cachoeiras e trilhas, belezas naturais que atraem os amantes da ecologia, escaladores, pilotos de paraglider e motociclistas off-road.

Se essa for a sua praia, aproveite para fazer isso logo cedo e depois vá conhecer o “Restaurante Caipira e Pizzaria Pé na Roça”, lugar perfeito para descansar e repor as energias (e as calorias).
Trata-se de um belo e tranquilo sítio com lago, loja, choupanas, muitas árvores frutíferas e um imenso playground que inclui até pontes e casa na árvore, ideal para quem vai com crianças, como era meu caso.

Enquanto a turminha se esparrama por lá, a gente se esbalda no restaurante, que funciona como um self-service em um grande galpão, mas você pode abastecer seu prato (várias vezes, claro) e comer em qualquer uma das mesas espalhadas pelo sítio.
Como não poderia ser diferente, o restaurante é especializado em comida mineira, com leitoa à pururuca, frango caipira, tutu de feijão, torresmos e aquela coisa toda que a gente conhece muito bem, só que com tudo criado ou plantado ali por perto e preparado no fogão a lenha. Fatos que, claro, deixam tudo mais atraente e saboroso.

É muito provável que você não vá se hospedar em Piranguçu e eu nem sei dizer se existe hotel por lá. Mas é bem possível que você vá até Itajubá, Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí, Muzambinho ou qualquer outra cidade das redondezas. E então fica a dica. Vá sem destino, principalmente se você não conhecer nada por ali, afinal “qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada”?


Pé na Roça – Estrada dos Antunes, km 2 – Piranguçu/MG. Tel (35) 3643.1115. Sextas das 18h às 23h, Sábados das 11h à 23h e Domingos e feriados das 11h às 17h.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Paribar / Bazar de Discos (Centro - São Paulo)



Parte 1: O Paribar
"Meio dos anos 50. Um clima meio cool, as notas sustenidas do piano de Dick Farney pairavam no ar e sublinhavam a cálida noite paulistana. Encravado num prédio da praça Dom José Gaspar, com um recuo providencial de 4 a 5 metros e uma extensão de uns 25, estava o Paribar, feito de encomenda para os boêmios que gostavam de ficar flanando ao ar livre, mas, ao mesmo tempo, protegidos da chuva, trovoadas e demais intempéries da trepidante Paulicéia”.
É assim que o saudoso Marcos Rey, assíduo freqüentador, descreveu parte do que significava o Paribar, ícone não de uma, mas de muitas gerações. O bar foi símbolo do que era o centro de São Paulo: o que havia de melhor e mais sofisticado no país.

O Paribar foi inaugurado em 1949 e sempre pareceu um bar saído dos filmes daquela época, daqueles em que o personagem chega de terno, senta-se ao balcão e pede um whisky. Sua acompanhante, que ainda não sabe disso, mas irá conhecê-lo no próprio bar, usa chapéu e toma um drinque clássico qualquer, normalmente um Dry Martini.

Criado pela família Ducco, o Paribar cresceu nas mãos do Sr. Franco Zanuzo. Ele manteve o ambiente, que sempre foi sóbrio, discreto, com alguns quadros e as colunas ovaladas que ajudam na sustentação do prédio. Porém, decidiu colocar as famosas mesas nas calçadas e o toldo verde em homenagem ao seu Palmeiras, além de promover uma espécie de happy hour na casa e caprichar na oferta de whisky escocês.
Foi a senha para que a casa se transformasse no principal ponto de encontro dos profissionais bem sucedidos da cidade. A proximidade dos grandes jornais, da biblioteca Mário de Andrade e das maiores agências de publicidade do país fizeram do “Pastifício Ristorante e Bar” uma vitrine dos mais representativos jornalistas e publicitários, profissionais que Eram ou que já tinham Sido, todos papeadores com vinte mil horas de bar e boteco, gente à procura de sensações, amigos e oportunidades.

A fama do bar cresceu tanto e são tantas as loucuras reais que aconteceram ali, que fica difícil definir o que é fato e o que é pura lenda, dado o número de testemunhas que juram ter presenciado cada uma dessas histórias. Verdadeiras ou não, e como “mentiras sinceras me interessam”, prefiro acreditar.
É o caso da visita dos Rolling Stones ao Brasil nos anos 70, quando, conta-se, Mick Jagger e Keith Richards passaram alegres tardes regadas à whisky nas mesas do Paribar. E é o caso ainda mais incrível das visitas de Che Guevara ao local por duas vezes: uma oficial, em 1961, ao receber a Grã Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul das mãos do presidente Jânio Quadros, outra, clandestinamente, em novembro de 1966, quando já se tornara um ícone e a menos de um ano de sua morte. Como a passagem dele por São Paulo parece ser comprovada e como o bar fazia-se um reduto da esquerda, o fato parece bastante plausível.
Esta incrível parte da história se encerra em 1983, quando, com a decadência do centro da cidade e o conseqüente afastamento de sua ilustre clientela, o Paribar fechou suas portas.

Parte 2: O Bazar de Discos
É exatamente neste local, patrimônio da memória afetiva, etílica e cultural paulistana, que será realizado, no próximo domingo (19/6), um dos maiores bazares de discos que já se viu pelas bandas de cá.

A iniciativa é do DJ e promoter Márcio Custódio, recém-repatriado de Londres e que, ao lado do irmão Gilberto, toca a Locomotiva Discos na galeria Nova Barão, local que vem se tornando o novo destino dos garimpeiros musicais da cidade e de onde sairá grande parte dos participantes do bazar.
O objetivo do evento, feito em parceria com o bar, é trazer a São Paulo um grande e oficial encontro para venda e trocas de discos em vinil, como muitos que acontecem mundo afora e mesmo no Rio de Janeiro.

Haverá pelo menos 30 expositores especializados, como na interminável lista que segue: Locomotiva (indie), Plastilina Records (indie), Big Papa (jazz, progressivo, folk, latin), Sailor´s Market (ska), The Records (punk e hardcore), Leprechaun (rock, mpb, indie, soul), Sensorial (indie, rock, pop), Sweet Jane (jazz, rock, progressivo, psicodélico), Zoyd (gothic rock, mpb e black music), Tuca Discos (metal, classic rock, black music, anos 60 e 70), Combat Rock (anos 80, punk, rockabilly), Andre Vinyl Style (rock, jazz, blues, MPB), Fera (metal, punk, hardcore), Sidnei (mpb, rock classico, rock nacional, jazz), Luiz Fernando (hard rock, rock anos 60 e 70, jazz, mpb), Museu do Vinil (rock nacional, hard rock, jazz, mpb), Engenharia do Vinil (metal, rock anos 70), Relics Discos (rock), Tuaregs Discos (punk, metal, rock anos 80, new wave), Alexandre (rock 50s 60s 70s, jazz, mpb, velha guarda, bossa nova), Cido (classic rock), Miguel (rock nacional anos 70 e 80) e ainda Ernando Discos, Vila Vinil, Acácio, Dorival, Fernando e Léo (todos com discos variados), além do Vagner com suas camisetas de rock e a Flanarte, com livros sobre música.

Todos eles e mais alguns participantes de última hora farão da praça Dom José Gaspar uma grande festa com bons negócios, ótimas conversas e, claro, muita música. Uma oportunidade única para você ampliar seu repertório e aproveitar para fazer um programa ímpar: conhecer – ou re-conhecer – o Paribar.

Bazar de Discos – Domingo, dia 19.06.2011, das 10h às 18h no Paribar.

Parte 3: O novo Paribar
Foi quase ao acaso que o chef e empresário Luiz Campiglia devolveu à boemia da cidade o lugar que lhe é de direito. Quando ele que assumiu o espaço há 5 anos, foi para montar o restaurante Santa Fé. Mas uma série de detalhes, como o apelo dos clientes e a recente revitalização do centro, o levaram a remodelar a casa e a reinaugurar, em 2010, o Paribar.
Sem a intenção de ressuscitá-lo, mas sim de homenageá-lo, Campiglia recuperou elementos de distintas fases do bar. O balcão iluminado, com suas banquetas de madeira com braços e todo o seu projeto de iluminação seguem os moldes da sua origem, nos anos 40. A fachada original, de mármore italiano, também foi totalmente recuperada. Um toldo verde e branco, semelhante ao original, foi instalado. E as charmosas cadeiras de vime voltaram a ocupar sua famosa varanda.

Para manter-se clássico e, ao mesmo tempo, promover uma renovação, a casa trouxe o experiente barman Kascão Oliveira (ex-Dry e Shaker Club), craque em clássicos como o Negroni, o Alexander e o Dry Martini, mas também em novas criações como o Kasato Maru (saquê, xarope de chá verde, suco de limão e raiz-forte) ou o Hennessy City SP (conhaque, suco de cramberry, xarope de romã e suco de limão), além de uma ótima seleção de caipirinhas.
Para acompanhar tudo isso, petiscos inspirados nos Mercadão – um dos símbolos da revitalização do centro – como o Viagra (misto de amendoins) e os Frios do Mercado Municipal (picanha defumada, pastrami, lombo condimentado e presunto tipo alemão). Há também pratos diversos, mas quem liga? É difícil pensar no jantar em um lugar assim.

Com tudo isso, um novo público, formado principalmente por profissionais entre os 30 e 50 anos, passou a freqüentar a casa, mas os velhos clientes também voltaram para reavivar as recordações.
Todos eles, novos e antigos, sabem que os clássicos são para sempre. Eles apreciam bares antigos, bons coquetéis e o velho centro, que está cada dia mais parecido com o que já foi um dia, cheio de charme e de classe.
Agora é só ir até lá, escolher sua mesa, sentar e ver o povo passar. Assistir calmamente àquilo que o Marcos Rey um dia chamou de “o espetáculo da cidade”.


Paribar – Praça Dom José Gaspar 42 – Centro / São Paulo. Tel: 3237-0771. Horário: Segunda a Sexta das 11h30 à 0h, Sábado das 11h30 às 20h. Excepcionalmente, abrirá neste domingo para o Bazar de Discos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bar do Rosário (Bragança Paulista / SP)



Antigamente eu gostava das quermesses. Era divertido, barato e tinha coisas que não se encontrava por aí no resto do ano. Hoje, com exceção das festas de roça, elas passariam por mim totalmente despercebidas, não fosse o cheiro da lingüiça...
Mas se é para falar de lingüiça, falemos da qualidade e da tradição do boteco mais famoso da tárr da capitárr da lingüiça: o Bar do Rosário, em Bragança Paulista.

A história começa antes do bar. Conta-se que, no início do século passado, Bragança era um dos maiores centros porqueiros do estado. Ali, em 1911, há exatamente um século, uma senhora italiana chamada Palmira Boldrini, criadora de porcos, foi a precursora da produção e venda de lingüiças caseiras para toda a região. E como Bragança sempre foi rota de caminhoneiros, estes passaram a comprar a lingüiça de dona Palmira e levar para outros lugares, iniciando a fama bragantina Brasil afora.

Pulemos para o final da Segunda Guerra Mundial, com o início da produção das divinas lingüiças do Bar do Rosário, em 1947. Diz a lenda que Octávio Pereira Leite, pracinha da Força Expedicionária Brasileira foi combater na Itália e, entre uma batalha e outra, encantou-se com a lingüiça calabresa. De volta da guerra, aprendeu com os italianos daqui a tão encantadora receita e, tendo herdado do pai o bar e com o apoio da esposa Mariquita, pôs em prática sua produção.
A lingüiça feita ali não leva carne moída, mas sim carne picada à faca. Este simples fato já proporciona uma grande diferença no sabor, mas há muitos outros detalhes. Até hoje ela é feita somente com o pernil do porco, sem nenhuma gordura e cada parte serve para um tipo de produto: do músculo, sai a lingüiça aperitivo; do coxão mole a calabresa. E por aí vai.

O bar, que chega a ter ares de lanchonete, passou por várias fases. Em 1965, Otávio e Mariquita o venderam, junto com suas receitas, a João Alvarez e dona Adair. Em 1986 passou às mãos do Sr. Sílvio e desde 1994 pertence ao Sr. Manoel Dantas e sua esposa Genolina. Em todas essas, manteve suas receitas, sua qualidade e, conseqüentemente, seu imenso público.
A casa está sempre cheia de gente que vai atrás de sanduíches recheados com calabresas de ervas, de pimenta, de azeitona, de provolone ou ao vinho, de pratos com a lingüiça servida com diversos acompanhamentos ou da deliciosa porção aperitivo, onde o embutido é servido com pão, tomate, limão e um molho especial de pimenta.

A procura é tanta que os donos se viram forçados a montar uma linguiçaria, que produz diferentes tipos da iguaria para vender para viagem ou mesmo para outros restaurantes da cidade. Além da calabresa, de sabor e coloração mais suaves do que encontramos por aí, tem toscana, com alho, ao vinho e muitas outras. E como ela não leva nenhum aditivo ou conservante, levam na embalagem a advertência para ser consumida em até cinco dias, mesmo conservada em geladeira.

Mas nada disso supera a idéia de ir até lá. A proposta é passear um pouco, visitar a estância (Bragança fica a apenas 88 km de São Paulo) e conhecer o lugar que, com todos os méritos, é famoso por produzir a melhor lingüiça do Brasil.

Bar do Rosário – R. Barão de Juqueri 6 – Bragança Paulista / SP. Tel (11) 4034-3748. Horário: Segunda a Sábado das 8h às 18h.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Antigo Caminho do Ouro (Cunha / SP)



No livro “O Alquimista”, Paulo Coelho conta a saga do jovem pastor Santiago que, após ter um sonho repetido várias vezes, decide partir em uma longa viagem pelo mundo em busca de um tesouro escondido. Ao contrário dele, Gentil Benedito Sampaio, personagem central desta narrativa, sempre soube muito bem onde seu “ouro” estava guardado.

Essa história começa nos tempos do Brasil Colônia, quando o então Caminho dos Guaianás passou a ser utilizado pelos portugueses para transportar o ouro de Minas Gerais até o porto de Parati para então enviá-lo a Portugal. Este caminho foi batizado de Estrada Real, mas ficou conhecido mesmo como o “Caminho do Ouro”. O último posto alfandegário deste caminho foi instalado na Fazenda da Barreira, onde hoje encontramos o restaurante Antigo Caminho do Ouro.


A fazenda pertence à família Sampaio há mais ou menos um século e preserva muitas das características originais, incluindo parte das edificações da alfândega. Do bisavô passou para o avô, depois para o pai e hoje pertence aos irmãos, cujos filhos (pelo menos os mais velhos) já trabalham juntos na casa que, para se tornar um restaurante, teve de sobreviver a diversos entreveros e tentações, que vão desde a venda da fazenda até a crença na “lenda do ouro”, espalhada pela região, que dizia que os antigos funcionários portugueses haviam escondido pepitas durante anos sob o chão da alfândega.



Mas o restaurante não foi fruto apenas de uma idéia. Sabedores da necessidade de trabalhar duro por seus sonhos, os irmãos Gentil, Gentilina (a Tininha), Alda e Gabriela trabalharam – e ainda trabalham – em tudo que for preciso, como na  plantação do copos de leite que fornecem para toda a região. Junte-se a eles Alan, filho do Gentil e, quando preciso, Tiago, filho da Tininha. É de se esperar que chegará a hora do pequeno Eduardo e até do recém-nascido João Pedro ajudarem...
Nos últimos anos, além de tudo isso, todos eles correram atrás, cada um por seu lado, de aperfeiçoar seus conhecimentos na gastronomia e atendimento para a concretização do projeto da família.



E foi nessa que Gentil foi parar em Parati, charmosíssima cidade do litoral fluminense a menos de 30 km de seu restaurante, mas com um acesso muito complicado através de uma estrada linda e muito perigosa.
Em Parati, permaneceu durante anos, ganhando experiência em diversos restaurantes até se tornar uma espécie de “sous-chef” de Dario Rossera, dono e chef do premiadíssimo restaurante Villa Verde. É a ele que Gentil credita todo seu “know how” no preparo de massas e frutos do mar. 



O restaurante Antigo Caminho do Ouro abriu suas portas no início de 2009, próximo a pontos hoje turísticos como a Pedra da Macela, a cervejaria Wolkenburg e a cachoeira do Mato Limpo, com a família toda se revezando no atendimento às mesas, no caixa, nas compras e na cozinha, coordenada pelo Gentil.


E é uma cozinha que já não passa mais despercebida, principalmente pelos turistas. É comum ver o pátio lotado de carros e as mesas cheias de gente que vai atrás não apenas das massas frescas e leves, preparadas no mesmo dia, criativas e bem elaboradas, mas também de todo um contato com a tranquilidade e com a natureza impossíveis de se conseguir nas grandes cidades.




Mesmo se entitulando cozinheiro e recusando o status de “chef”, é fácil perceber o talento de Gentil em pratos como um tagliarini ao pesto com nozes, uma moqueca de peixe, um risoto com rúcula, tomate seco e gorgonzola, um ravióli de abóbora com carne seca e queijo branco e outras maravilhas, tudo servido fartamente e preparado utilizando as hortaliças orgânicas da própria fazenda, carnes produzidas na região e peixes e frutos do mar comprados semanalmente em Parati.



Também é fácil reparar na beleza da região em volta, já que a casa fica sobre uma montanha à beira da estrada Cunha-Parati, cercada por vacas, cavalos, jabuticabeiras e araucárias, no meio da Mata Atlântica e de frente para as plantações de copos de leite.
É fácil perder horas ali curtindo o silêncio da paisagem, beliscando uma porção qualquer de mandioca ou de berinjela e acompanhando tudo isso com um bom vinho, alguma caipirinha ou com a cerveja artesanal fabricada a uns poucos metros dali.
E é mais fácil ainda observar onde está, afinal, o bem mais valioso do Antigo Caminho do Ouro: mais do que qualquer metal ou jóia, ele está na força de uma família unida, esforçada, talentosa, incrivelmente simpática e, claro, muito gentil, que recebe todos os visitantes de braços abertos.



Antigo Caminho do Ouro – Estrada Cunha/Parati, km 64. Tel (12) 9702-4280 / 9768-8512. Horário: Sábados, Domingos e Feriados das 11h às 18h.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Roda Viva (Vila Madalena – São Paulo)



Meu caro amigo, me perdoe, por favor, se eu não lhe faço uma visita. Porém é você quem vive prometendo aparecer por aqui e nunca aparece. Mas como agora temos computador, mando notícias nesse blog...
O Peixe segue dando show de futebol e por aqui tem muito samba, muito choro e muita MPB. Mas o que eu quero é lhe dizer que essa sonzêra toda acontece em um barzinho muito especial que fica numa daquelas ruazinhas atrás do Cemitério São Paulo, que você precisa conhecer e que, não por acaso, se chama Roda Viva.

O Roda Viva é uma invenção da Tatyana Gomes, publicitária que é simplesmente apaixonada por Chico Buarque. Ela transformou um simpático sobradinho em uma ode ao seu ídolo, com inumeras capas de LPs enfeitando as paredes. Tem obras também de Caetano, Tom e bons discos de Noel, mas uns noventa por cento é de imagens do Sr. Francisco.
Entretanto, como a Tatyana vive em Salvador, quem segura a barra por aqui é o simpático Gugu, gerente da casa, que se vira para garantir o abastecimento, a limpeza, a qualidade musical, o trabalho dos garçons e mesmo com todo esquema e todo problema vai levando a chama para que o bar não perca suas carecterísticas tão acolhedoras.

A primeira coisa bacana é que o lugar não tem absolutamente nada de sofisticado ou arrumadinho, como as reformas tornaram mania na outrora tão desencanada região. Pelo contrário, é pequeno, pouco iluminado, com assoalho antigo e cadeiras e mesas bem simples em madeira, o que deixa a sensação de não estarmos exatamente em um bar, mas numa casa de amigos.
E como nunca foi reformado, o público tem que se dividir nas mesas em duas salas distintas ligadas por um largo corredor. Isso até o som começar a rolar, porque aí todo o público se desloca e entope a sala onde fica o minúsculo palco.

Meu caro amigo eu não pretendo provocar nem atiçar suas saudades. Mas acontece que este bar me lembra muito outros dois que nunca sairão de nossas memórias: o Vou Vivendo – pela qualidade musical – e o Torto, em Santos – também pelo som e pelo clima de festa imodesta como aquelas, que aos poucos vai tomando conta do ambiente.



A Rita, a Rosa, a Angélica, a Bárbara, a Beatriz, a Lia, a Terezinha, a Yolanda e até a Geni estão todas lá, muitas delas como nomes de porções simples, como as de pasteizinhos (Iracema), as de bolinhos de carne seca (Joana Francesa) e outras, no enxuto pero competente cardápio da casa.
Mas também estão lá a Ana de Amsterdam e as mulheres de Atenas, a moça do sonho e a dançarina, a morena de Angola e a dos olhos d’água. Elas são a metade de um público jovem, bonito, culto e descolado, naturalmente selecionado pela excelente programação musical, que atrai exatamente meninos e meninas assim, que se interessam pouco pela aparência do ambiente e muito pelo som que rola dentro dele.

A programação inclui o Roberto Biela (pois é, ele mesmo, do Torto) às terças, o Renato Belschansky às quartas, o próprio Renato com o Sílvio às sextas, o Biela com o Douglas ou com o Edinho aos sábados e o Ailton Prado aos domingos. Muitos deles eu (ainda) não conheço, mas pelo repertório dá para ter uma ótima impressão, pois, como sabemos, mesmo que os cantores sejam falsos (e não são), serão bonitas, não importa, são bonitas as canções.
Todos esses dias tem MPB clássica, das antigas e boas, sem abrir excessões, e às quintas – ah... as quintas... – é noite só de Chico Buarque, com o Rogério Silva e o Biela. Os dois fazem um som daqueles de cantar junto, de levantar e sair dançando com a ofegante epidemia que toma conta da casa. Eu só tô lhe contando que é pra lhe dar água na boca.



No meio disso tudo, se você quiser se sentar é preciso fazer reserva e chegar cedo, pois realmente lota sempre. E depois que enche é pirueta para chamar o Zé Almeida, o Gilson ou a Meire, que se viram bem a abastecem o público de cerveja em garrafa, que a gente vai tomando de teimoso, de pirraça e para molhar a garganta porque a cantoria fica cada vez mais animada.
Pois é, amigo. Me perdoa se eu insisto à toa, mas a vida é boa para quem cantar e, como eu já disse, você, que quase nem gosta do Chico, precisa conhecer esse lugar(zinho). Então, vê se não dorme no ponto, reúne as economias e as traga em dinheiro ou cheque, pois eles não trabalham com cartões de espécie alguma – o que também ninguém se importa, porque, além de tudo, não é caro.



E enfim, é isso. A Bel e o Ric mandam um beijo para os seus. Um beijo também da Gabi, da Cecília e das crianças. Os velhos amigos aproveitam pra também mandar lembranças. A todo o pessoal, adeus!


Roda Viva Bar – Rua Padre Gonçalves, 162 – Vila Madalena / São Paulo. Tel: 3815-2290. Horários: Terça, Quarta e Domingo das 21h à 0h, Quinta, Sexta e Sábado das 22h30 às 2h30.




E para mergulhar um pouquinho mais no universo do bar, um pouquinho de Roda Viva, apresentado no Festival da Canção de 1967:


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bar dos Cornos (Jaguaré - São Paulo)



O filósofo cearense Marcondes Falcão Maia, mais conhecido como o cantor Falcão, sabe que a besteira é a base da sabedoria e que esse negócio de chifre é coisa que os outros colocam na sua cabeça. Por isso, numa dessas andanças por São Paulo, foi conhecer o Bar dos Cornos, como comprova sua foto orgulhosamente ostentada na parede do folclórico botequim do Jaguaré.
Pois é. Quando a gente pensa que já viu de tudo nessa vida, aparece uma coisa dessas. Na seara dos bares temáticos que assolam esse mundão, este é o único (pelo menos eu quero crer nisso) a homenagear as vítimas das infidelidades amorosas.


Mas o bar se chama, na verdade, Recanto Nordestino e, mesmo com a fama do exótico apelido, faz justiça a seu nome oficial por alguns motivos. Um deles é porque quando você consegue escapar da agitação das avenidas Jaguaré, Politécnica e Corifeu e subir a ruazinha que leva ao bar, você mergulha em um ambiente cada vez mais tranqüilo até encontrar o boteco, que tem todo o jeito daquelas vendinhas antigas de uma cidadezinha qualquer no sertão do Nordeste.


Outra razão, que é a principal, é porque o forte do cardápio é a típica comida nordestina, daquelas que não é qualquer cabra que encara de frente sem se preocupar com os fundos. Tem jabá na manteiga de garrafa, rãs, feijão de corda, fava com costela de porco, caldo de mocotó e sarapatel. Para os estômagos mais “paulistas”, tem pratos portugueses como alheira, lingüiça portuguesa e bolinhos de bacalhau, além de petiscos tradicionais, como croquetes, batatas e pastéis, com destaque para o “Disco Voador dos Cornos”, um pastel redondo, de carne, queijo e vinagrete. Tudo bem servido, afinal, um dos mandamentos da casa é “onde come um, comem dois”.
E para esquecer a “dor de corno”, a casa oferece as cervejas tradicionais e uma carta com centenas de cachaças, incluindo aí a marca da casa, batizada de “Cachaça dos Cornos”. Tudo isso num cardápio bem simples que traz ainda a singela advertência: “Não servimos mulheres. Quem quiser que traga a sua”.

O apelido do bar surgiu do estranho hábito do Sr. Fernando Pereira, proprietário da casa, de utilizar algumas cabeças de boi e alguns outros chifres na decoração. Como a quantidade de objetos só fazia crescer, o fato chamou a atenção de um freqüentador, que soltou a frase definitiva: “isso aqui está parecendo um bar de cornos!”.
“Seu Fernando” viu nisso uma maneira de chamar a atenção para seu comércio e passou então a ampliar sua decoração. Ela pode ser considerada o que há de mais fino em matéria de grossura: dezenas de chifres, garrafas penduradas, peles de animais e aquelas canecas de chopp que imitam genitais masculinos e femininos. Tudo de uma delicadeza paquidérmica que pode ser observada bem antes de chegar ao local, graças ao “Cornomóvel”, um antigo landau com um imenso par de chifres sobre o capô que fica estacionado na frente do boteco e que eventualmente serve para levar algum cliente mais debilitado em casa (já imaginou chegar em casa assim?).

O Bar dos Cornos foi inaugurado em 1988 na rua Araicás, mas em 2007 mudou-se para o local atual, mais espaçoso, que lhe permitiu abrigar mais mesas e colocar música ao vivo todos os dias. No repertório, é claro, pagode e sertanejo para corno nenhum botar defeito.
A cereja do bolo é o “detector de cornos”, uma gravação com algum tipo de sensor que, assim que as pessoas adentram o recinto, ressoa no alto-falante um “Bem-vindo, amigo corno! Bem-vinda, amiga corna!”.

Se sua intenção for ir a um lugar bonito, provar comidas criativas, tomar bons drinques e paquerar, não passe nem perto de lá. Mas se a idéia for se divertir em um lugar simples e dar boas risadas com os amigos, o Bar dos Cornos pode ser uma ótima pedida. Aproveite.
Afinal, como diz o “poeta” Falcão, “é ganhando que se ganha, é empatando que se empata, e perdendo que se perde. É nascendo que se nasce, é morrendo que se morre, é vivendo que se véve!”.

Bar dos Cornos – Avenida General Mac Arthur, 865 – Jaguaré – São Paulo. Tel: 3766-2969. Horário: Segunda a Sábado das 8h à 1h, Domingo das 10h às 22h.




Embora Falcão seja personagem indispensável desta história, resolvi postar um vídeo dos saudosos Mamonas Assassinas, gravado em Valinhos pelo don Pedrucci, e que também é dedicada ao tema central desta matéria: