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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lugarzinho - 1 Ano



O Lugarzinho está completando 1 ano de vida. E, diga-se, uma vida muito bacana e divertida, revirando os cantinhos mais agradáveis de São Paulo e de diversas outras cidades da vizinhança.


Um ano em que falamos sobre 75 lugarzinhos diferentes espalhados por aí, nos aproximando dos 80 mil acessos (superando os 11 mil neste mês), fizemos algumas promoções e algumas parcerias, entramos para o Kekanto e para o Panorama Brasil, criamos uma agenda voltada para eventos especiais e recebemos ótimas dicas de 24 queridíssimos convidados (fica aqui meu muitíssimo obrigado a Nina Becker, Blubell, Luiz Schiavon, Carlinhos Vergueiro, Sérgio Britto, João Estrella, Simone Sou, Chris Campos, Leiloca, Marco Mattoli, Taciana Barros, André Peticov, Marco Bianchi, Andréa Marquee, Fernando Salém, Jorge Mautner, Tonico Pereira, Izzy Gordon, Lan Lan, Carla Candiotto, Rejane Arruda, Sandra Coutinho e Fernanda Abreu)!
Foi um ano maravilhoso, onde pudemos percorrer cantinhos alemães, árabes, baianos, chineses, espanhóis, Indianos, ingleses, italianos, mexicanos, nordestinos e muitos outros, em casas como o Maripili, o Chi Fu, o Bar do Salim, The Bristol Tavern, a Cantina Gigio, o Acarajé da Inês, o Madhu e o novíssimo Oh! Melete, além de lugarzinhos inusitados, como a Praça Benedito Calixto, a Casa Godinho e a barraca de Pastel da Maria.



Um ano em que visitamos partes do melhor de Santos – devorando os pastéis do Toninho, os caranguejos do Heinz e os burritos do Guadalupe – e partes do melhor de Cunha – como as “mineirices” do Dona Felicidade, as já famosas caipirinhas de limão cravo do Celeiro, as cervejas da Wolkenburg e as massas do Antigo Caminho do Ouro – cidade, aliás, que vem se tornando um de meus lugarzinhos favoritos no mundo. E ainda Santo Antonio do Pinhal (com as cachaças d’A Bodega), São Bernardo (e o atraente Flutuante Netuno), Campos do Jordão (e os doces do Lenz), Bragança Paulista (e a lingüiça do Bar do Rosário), Piranguçu (e a comidinha pra lá de caseira do Pé na Roça), São Vicente (e o visual do Ao Mirante) e Joaquim Egydio (com o despojado e agradabilíssimo Bar do Marcelino).



Mas o bom mesmo foi percorrer os lugarzinhos de São Paulo. Aqui misturamos a doçura dos inigualáveis sorvetes da Italian Desserts, dos sabores nortistas da Feira Moderna, do charme do Brigadeiro Café, dos brownies da Helô Doces e o pioneirismo da Casa do Churro com a badalação do Astronete, o agito do Rose Velt, a vibração da The Burlesque Takeover e as músicas de primeiríssima qualidade do Roda Viva e do Café Piu Piu.



Descobrimos delícias inesperadas como os petiscos do Velho Rabo, as caipiras do Chora Menino e do Benjamim, o quintal do Fazendinha, as cervejas do Bar do Magrão, os diferentes peixes do Bar do Plínio e o aconchego do Dita Cabrita, além de coisas bem escondidas como os “discos voadores” do Bar dos Cornos, os mil acepipes da Juriti, a descontração do Botequim do Hugo e os barris de vinho da Adega Gaúcho, além de outras quase secretas, como o som contagiante do Clube Etílico Musical, a alegria com simplicidade e qualidade da Adega da Esquina, o charme inigualável do Bar do Museu e as maravilhosas histórias e comidinhas da Bá, e seu incrível Patuá.



Teve ainda um mar de botequins legais com suas atrações já famosas, como os sanduíches de pernil do Estadão, as coxinhas do Frangó, o chopp do Léo, os acepipes do Elídio, o engibaiado de pastéis do Giba, os franguinhos do Portella, a classe do Paribar e as Guiness do Finnegan’s.



E teve, claro, incontáveis visitas a lugares que já se tornaram velhos amigos, curtindo a velha “bagunça” da Mercearia São Pedro, a cara de “armazém mineiro” do Empório Sagarana, a tranquilidade do Tiro Liro, a “paulistanidade” do Papo, Pinga e Petisco, o jeitão “melhor boteco pé sujo do mundo” do Bar do Luiz Fernandes e a amizade, os petiscos e o inabalável estilo “isto aqui é Vila Madalena” do Empanadas.



Agora, alcançada essa “maioridade”, entraremos em uma nova fase. Novas seções estão sendo montadas e deverão estrear em breve. Novas parcerias e promoções ocorrerão nos próximos meses. E, claro, novas dicas, novas matérias, novos lugares.
É hora de abrir novos espaços e horizontes. Hora de aprimorar o conteúdo, as formas de apresentação, a quantidade e a qualidade das informações. 
É hora de crescer, pero sem deixar de ser, jamais, apenas um Lugarzinho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cunha - Viagem & Turismo




Hoje posto uma cópia da matéria que fiz para a edição de julho/2011 da revista Viagem & Turismo, que chegou esta semana às bancas. É uma reportagem sobre Cunha com textos bem curto - ao contrário do que o blog costuma apresentar – para caber nas páginas. A parte se serviços, que teve que ser cortada na edição, está concluída aqui. Segue a matéria:


PRESSA ALGUMA
Rústica e serrana, Cunha tem natureza de sobra, gostinho de comida caseira e ritmo de Fusca na subida
Por Pedro Schiavon

A 241 quilômetros da capital paulista, entre as serras do Mar e da Bocaina e nos limites de São Paulo e Rio, a pequenina Cunha é lugar para apreciar lindas paisagens e rodar sem pressa, tanto pelo cenário aprazível quanto pela precariedade das estradas de terra. Não por acaso, o Fusca é o carro predileto de seus 23 mil habitantes, donos de uma frota de 1.300 unidades do veículo.
A cidade que convida à prosa nos faz lembrar do tempo em que tínhamos exatamente isso: tempo. Sem perder a rusticidade, Cunha virou uma alternativa aos destinos de inverno mais concorridos. Não que não exista nenhuma pousada confortável, vide a Barra do Bié e suas camas king-size, mas são os fogões a lenha e o calor humano que melhor resumem a hospitalidade local.
Nas panelas, ingredientes regionais dividem espaço com calóricas receitas mineiras, como pedem os termômetros abaixo dos 5 graus. Se a fórmula soa familiar, é preciso dizer que só Cunha tem tanta tradição na cerâmica noborigama, uma técnica sino-japonesa que deu fama a seu artesanato.

A jornada habitual do visitante começa com um café reforçado de delícias na pousada. A seguir, rume para a Pedra da Macela, onde uma dura caminhada em aclive é recompensada com uma vista absurda de Parati e das baías de Angra e Ilha Grande. Na volta, é praxe a parada na Wollkenburg, cervejaria do alemão Thomas Rau que promove degustações.
Por falar em gelada, Cunha é pródiga em cachoeiras. A Estrada do Monjolo dá acesso às duas mais conhecidas, a do Desterro, com duas quedas e poço para banhos, e a do Pimenta, uma sucessão de cascatas com quase 90 metros de extensão.
Os trekkings merecem um capítulo à parte, tantos são os roteiros. A trilha mais curta, de 50 minutos, passa por três cachoeiras, não requer guia e fica no Parque Estadual da Serra do Mar. A mais longa, chamada de Trilha do Ouro, dura até quatro dias e tem infra de expedição, com pernoites em barracas. Já no percurso batizado de Calçada do Outro, os visitantes caminham por cinco horas em um calçamento de pedras do século 18, então utilizado no transporte do ouro de Minas Gerais a Parati, e retornam no mesmo dia, de jipe.

Mas se há algo que notabiliza Cunha é a cerâmica. Tudo começou em 1975, ano em que o imigrante português Alberto Cidraes convidou a japonesa Mieko Konishi para ensinar a técnica noborigama, na qual o forno atinge 1400ºC. Na cidade, eles obtiveram apoio para montar seus ateliers e atraíram gerações de ceramistas.
Hoje, em datas predefinidas, os artesãos mostram a abertura da fornada ao público, cerimônia que encerra três meses de trabalho. Na técnica do raku, que utiliza um forno menos aquecido, os visitantes observam a peça ainda incandescente ser resfriada com água.
Hora de se recolher a seu chalé? Não antes de comer pipoca na praça. Pode parecer muita coisa para pouco tempo, mas em Cunha o relógio anda bem devagarzinho.



CUNHA (12)
FICAR
Pousada Barra do Bié - chalés aconchegantes com cama king-size, colcha de patchwork, lareira, TV de LCD e DVD. Tem piscina aquecida e massagem. Café da manhã é servido até as 14h. Diárias desde R$ 396. Tel: 3111 1477 http://www.pousadabarradobie.com.br/
Estalagem Shambala - 4 chalés e 7 aptos voltados para um cenário de montanhas e sem TV. Perfeita para quem procura paz e tranqüilidade. Tem sala de meditação, sauna e massagem shiatsu. . Diárias desde R$ 210. Tel:3111-1500 http://www.estalagemshambala.com.br/
Fazenda São Francisco - hotel-fazenda afastado da cidade. Tem lago para pesca, piscina, pedalinho, passeios a cavalo e ordenha de gado. Diárias desde R$ 226. Tel: 3119 6135 http://www.hfsaofrancisco.com.br/
Pousada Dona Felicidade - 5 chalés diferentes, 3 suítes e 1 casa, todos com lareira e uma bela vista para a própria pousada. Tem um campinho de futebol, lago para pesca e um dos melhores restaurantes da cidade. Diárias desde R$ 110. Tel: 3111-1878 http://www.pousadadonafelicidade.com.br/
Pousada Quinta da Serra - todos os chalés exibem varanda voltada para as montanhas. O serviço personalizado e exclusivo inclui quitutes frescos e quentinhos no café-da-manhã. Diárias desde R$ 230. Tel: 9707-7714 http://www.pousadaquintadaserra.com.br/ 



COMER

Quebra-Cangalha - valoriza ingredientes regionais, como truta, shitake e cordeiro, mas o carro-chefe é o leitão pururuca - em porção para duas pessoas. Truta com purê de abóbora e vinho do porto (R$ 30)  Tel:3111-2391 http://www.quebracangalha.com.br/
Villa Favorita - especializado em massas, surpreende até os paladares mais exigentes. Ravióli de cordeiro na manteiga de ervas (R$ 34,00). Tel: 9773-8688.
Dona Felicidade - dentro da pousada, o restaurante serve uma deliciosa e farta comida mineira, além de pratos especiais. Leitoa à pururuca com arroz, feijão, farofa especial e couve (R$ 60 para duas pessoas). Tel: 3111-1878 http://www.pousadadonafelicidade.com.br/
Antigo Caminho do Ouro - Instalado em um antigo posto alfandegário no caminho para Parati, serve massas e frutos do mar criativos e saborosos. Tagliarini ao pesto com nozes (R$ 22). Tel: 9702-4280.
Celeiro Pouso & Rango - uma linda casa entre as montanhas, é mais bar e pousada do que restaurante. Sua caipirinha de limão cravo é imperdível. Arroz de comitiva (R$ 35). Tel: 3111-1481 http://www.celeirodogutto.com.br/
Taberna Coração da Terra - no caminho da Pedra da Macela, substitui carnes e peixes pelo shiitake de cultivo próprio. Tel: 9763-8554
Café e Arte - é o único lugar da cidade que tem chope Wolkenburg. De frente para a igreja, vende doces, salgados e bons caldos. Spacatto – molho de tomate com mussarela de búfala, manjericão e pão italiano (R$ 22 para duas pessoas). Tel: 3111-2521.



CERÂMICA

Atelier do Antigo Matadouro – Tel: 3111-1628
Atelier Mieko e Mario Konishi – Tel: 3111-1468
Atelier Suenaga e Jardineiro – Tel: 3111-1530
Atelier Gallery Tokai – Tel: 3111-1831
Atelier Carvalho Cerâmica – Tel: 3111-2483
Gaia Arte Cerâmica – Tel: 3111-1716.
Grouze Arte Cerâmica – Tel: 3111-2672
Atelier Flávia Santoro – Tel: 3111-8051
Atelier Leí Galvão e Augusto Campos – Tel: 3111-1937
Casa do Oleiro – Tel: 3111-2723

COMPRAR

Fazenda Aracatu - Queijos, coalhadas e sorvetes fabricados com leite de gado Jersey. Geléias da fazenda e produtos de pinhão. Tel: 9604-4796.
Café Capril - Iogurtes, sorvetes, queijos e doces de leite de cabra. Tel: 3111-1679 http://www.cafecapril.com.br/ 
Cervejaria Wolkenburg - Cervejas weiss, fit, dunkel e landbier fabricadas artesanalmente. Tel:9773-4019
Alambique Empório Renzi - Cachaças envelhecidas em tonéis de araucária, bálsamo e amburana,além de algumas frutadas e doces. Tel: 3111-1371

SERVIÇOS
Parque Estadual da Serra do Mar – Tel: 3111-1818
Arthur Roteiros Ecológicos (Trilhas) – Tel: 3111-2224
Cunhatur – Tel: 3111-2634 http://www.cunhatur.com.br/ 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Botecos - Viagem & Turismo (Santos / SP)






Hoje posto uma cópia da matéria que fiz para a edição de março/2011 da revista Viagem & Turismo, que chegou ontem às bancas. É uma reportagem sobre alguns botecos da cidade de Santos, com textos curtos - ao contrário do que o blog costuma apresentar - mas com muitas informações. Segue a matéria:



SANTOS

Desce mais uma rodada

Petiscos caprichados, cerveja trincando e garçom amigo. Os antigos botequins de Santos resistem às baladinhas da moda ao melhor estilo “pé-sujo”. Tradicionais, eles estão dentro e fora do circuito turístico e são um prato (e um copo) cheio para coroar seu passeio pela cidade.

POR PEDRO SCHIAVON


BARAÇAÍ
(Rua Januário dos Santos, 235, Aparecida, 13/3877-8960, baracaisantos.com.br; 3a/5a 17h/1h, 6a/Dom 16h/2h; Cc: A, D, M, V; Cd: todos)
Instalado em uma pequena loja, o bar é reduto de surfistas. Ao som de Jack Johnson e Bob Marley, Samuel Vieira, um dos sócios, serve açaí na tigela, sucos naturais, wraps e saladas, além de caipirinha e cerveja gelada. Entre muitas tentações do cardápio, há o wrap de salmão (R$ 18,90) e a caipirinha de açaí com vodca (R$ 13).


BAR DA SOL
(Rua Ministro João Mendes, Embaré, 118, 13/3272-5617; 3a/6a 14h/1h, Sáb/Dom 11h/3h; Cc: A, D, M, V;; Cd: todos)
Antigo Bar do Jorge, que há 15 anos ocupa uma casa no miolo do Embaré, o local costuma atrair as famílias com crianças. Solange da Silva Lobo, a Sol, assumiu o estabelecimento há cinco anos e melhorou o que já era bom. Tradições foram mantidas, como a porção de picanha (R$ 60), mas a vedete passou a ser o frango à passarinho (R$ 35).


BAR DO TONINHO
(Avenida Epitácio Pessoa, 241, Embaré, 13/3227-8269; 3a/Dom 8h/2h; Cc: A, D, M, V; Cd: todos)
Aberto em 1987 por Antonio Almeida Cardoso, é o bar mais democrático da cidade. Tem cafezinho pela manhã, petiscos para a saída da praia e cervejinha no fim do dia. A fórmula do sucesso é simples: mesas de plástico, bom atendimento, bebida gelada e porções fartas. O bolinho de bacalhau (R$ 3 a unidade) e os maravilhosos pastéis, como o de siri (R$ 3 cada um), são os mais pedidos. Para refrescar, Brahma e Skol (R$ 6).


BAR E CAFÉ CARIOCA
(Praça Visconde de Mauá, 1, Centro, 13/3219-1745, cafecarioca.com.br; 2a/6a 6h/21h, Sáb 6h/16h; Cc: A, D, M, V; Cd: todos)
Há mais de 70 anos no mesmo endereço, a casa é considerada um patrimônio santista. Freqüentado por políticos, executivos e também por gente só de passagem, o bar é cultuado por seus pastéis (R$ 3 a unidade), principalmente os tradicionais de carne e queijo. Conta-se que o santista Mário Covas, quando governador de São Paulo, mandava buscar em Santos os famosos quitutes para eventuais lanches no Palácio do Governo. O chopinho (R$ 4,50) pode fazer parte de um agradável passeio pelo centro histórico da cidade.


CANTINA VISTA AO LAGO
(Rua Antonio Manoel de Carvalho, 4121, Nova Cintra, 13/3258-7651; 2ª/dom 9h/1h; Cc: A, D, M, V; Cd: todos)
Em pleno litoral, um boteco com ares de interior. No alto do morro da Nova Cintra, em frente à Lagoa da Saudade, o bar é do simpático Paulo Rogério Lopes. Não se engane com a aparência simples. Às mesinhas de plástico chegam boas e inusitadas porções, como a de Meca (R$ 33), rã à dore (R$ 13) e a de iscas de peixe-trombeta (R$ 30). Incomum também é o clima: é possível tomar uma cerveja (R$ 4,50), curtir a brisa (ali a temperatura é mais baixa) e aguardar a aparição de Florentina, uma fêmea de jacaré que habita a lagoa e virou atração local.


EMBALOS
(Rua Pindorama, 26, Boqueirão, 13/3289-7421; 3a/5a 17h/1h, 6a/Dom 11h/3h; Cc: A, D, M, V; Cd: todos)
Em uma das ruas mais descoladas de Santos, a casa só tem espaço para oito mesas. Do balcão saem petiscos de frutos do mar, sua especialidade, como o marisco lambe-lambe (R$ 55) as iscas de badejo (R$ 39) e a casquinha de salmão (R$ 8 cada uma). Para acompanhar, uma lista interminável de caipirinhas (R$ 12) que o dono Carlos de Faria, ou Maresia, não se cansa de repetir.


O ALMANAQUE
(Avenida Bartolomeu de Gusmão, 88, 13/3273-8277; 3a/Dom 11h30/2h; Cc: A, D, M, V; Cd: todos)
Aberto há dez anos por Celso de Brito, o boteco fica de frente para a Praia do Embaré e é um dos raros lugares que, além dos tradicionais petiscos, servem pratos elaborados como o filé de peixe grelhado com molho de caju (R$ 19,90) criação da chef Elvira Bastos. No cardápio noturno, destaque para o escondidinho (R$ 29)  e a porção de bolinho de mandioca recheado com provolone ou carne seca (R$ 24). Com o subtítulo “Gastronomia, Arte e Cultura”, o bar é comandado à noite pelo casal Paulo Mendes e Sibely de Faria, que promovem shows, exposições e lançamentos diversos.


SIMPATIA DO EMBARÉ
(Avenida Senador Dantas, 419, Embaré, 13/3238-9191; 2a/Sáb 8h/0h; Cc: A, D, M, V; Cd: todos)

Não fosse a quantidade de gente que lota o lugar diariamente, o bar passaria despercebido. Na esquina da avenida que liga o bairro ao porto, o bochicho mostra que a tal simpatia é a sua melhor divulgação. O carinho pode ser atribuído ao longo convívio dos garçons com as  mesas de madeira – o funcionário com menos tempo de casa está lá há sete anos – ou à sua valente churrasqueira, de onde sai uma suculenta picanha maturada no alho (R$ 42).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Aniversário de São Paulo



Alguma coisa acontece no meu coração quando cruza a Wisard e a Mourato. É que, bem diferente de Caetano, foi por aquelas bandas que comecei a descobrir a São Paulo que tanto adoro.




Nasci em Sampa e cresci longe dela, mas sempre voltando. Voltando mensalmente desde pequeno para visitar amigos e parentes, voltando para estudar na mais paulista das avenidas e voltando para trabalhar no olho deste furacão.

Como quase todo mundo, amo e odeio essa cidade. Odeio o trânsito, o descaso com a violência, as dificuldades do dia a dia e, principalmente, a eterna falta de tempo.

De certo modo, tenho que concordar tanto com o Chico - "São Paulo é uma cidade que não deu certo" - quanto com Caetano - "vivemos na melhor cidade da América do Sul".




Inclinando-me mais para este lado, vejo que São Paulo tem tanta coisa boa, mas tanta mesmo, que resolvi montar uma lista. Para ela não ficar infinita, vou me ater apenas aos lugarzinhos especiais. E para não abusar da minha memória, peço a ajuda de todos para completá-la.


Segue, então, algumas coisas imperdíveis da cidade. Parabéns!


- Ver o pôr-do-sol na Praça Pôr-do-Sol;
- Panelinha de calabresa com gorgonzola do Astor;
- Andar a pé domingo de manhã na Vila Madalena;
- Tigelinha de siri com farofa de dendê do Filial;
- Ver jogo no Pacaembu;
- Comer pastel com caldo de cana na feira de sábado;
- Assistir shows na choperia do Sesc Pompéia;
- Engibaiado de pastéis do Giba;
- Visitar sempre o acervo impressionista do Masp;
- Caipirinha de Kiwi do Filial (Izabel);
- Comer empanadas no Empanadas (Izabel);
- Tomar café da manhã no St. Etienne (Izabel);
- Cachaças e cervejas do Biu (André);
- Andar de skate na Paulista (Ricardo);
- Coxinhas do Frangó (Ricardo);
- Caldinho de feijão do Genésio (Ricardo);
- Comprar discos na FNAC (Ricardo);
- Galeto do Salve Jorge (Ricardo);
- Comidas nordestinas do Biu (Rodrigo);